Denominado inicialmente de Projeto J, que daria origem à plataforma de mesma designação para uma série de carros, um dos mercados que a GM queria atingir era o Brasil, que até então só dependia de duas linhas de produtos: Chevrolet Chevette e Opala. Produtos de origem Opel das décadas de 60 e 70. Nosso Monza é considerado no mercado internacional como um legítimo Opel Ascona e assim tínhamos nos anos 80 o mesmo produto que era vendido na Europa e em outros lugares. Ele não era um carro popular – no sentido de segmento de mercado, como ocorreu depois com os modelos de motor 1.0 litro – mas foi líder de mercado por três anos consecutivos. De projeto alemão, o Chevrolet Monza chegou ao Brasil em 1982 e rapidamente virou sucesso, especialmente ainda em um mercado isolado comercialmente do restante do mundo. Com poucas opções, o Monza simplesmente veio para suprir a carência que existia na época das “quatro grandes” marcas e estabelecer um novo patamar de desenvolvimento tecnológico não só da General Motors do Brasil, mas também do mercado nacional. O modelo chegou como hatch, mas foi sua variante sedã que conquistou os brasileiros. No total, o Monza vendeu 857.810 unidades ao longo de 14 anos de mercado brasileiro e atingiu também outros países, como Uruguai, Chile, Colômbia, Venezuela e até a China. O modelo estabeleceu também uma nova concorrência no segmento médio, onde a GM simplesmente não atendia com produtos sempre acima ou abaixo desse porte. Com motor 1.6 OHC de fluxo cruzado no cabeçote, carburador simples e câmbio de quatro marchas, o Monza hatch tinha conjunto motriz em transversal. Mas logo ficou evidente que os 72 cavalos na versão à álcool e 73 cavalos na opção gasolina eram insuficientes para o desempenho que se esperava. Por isso, no mesmo ano de 1982, época de copa e de guerra, o Monza ganharia o motor 1.8 OHC da mesma famosa Família II. Preparado o terreno com o hatch, a GM lançava em 1983 a configuração que resultaria de fato em sucesso. Assim, em 1983, surgia o Chevrolet Monza em carroceria sedã com duas ou quatro portas, assim como o Opel Ascona na Europa, medindo os mesmos 4,366 m de comprimento. O motor era 1.6 ou 1.8 OHC de carburação simples. Assim, o pacote para o Monza estava completo, com hatch e sedã para diversão dos clientes que tinham dinheiro, afinal, desde o começo ele foi vendido como um carro de luxo. Foi a partir de 1984 que o Monza se consagrou. Nesse ano e nos dois seguintes ele foi o carro mais vendido do País, desbancando o Chevette (campeão em 1983) e o líder de décadas, o Fusca. Nunca se vira por aqui um carro médio, longe de ser popular, conquistar o título — e por três anos consecutivos! O melhor ano do período foi 1986, quando quase 82 mil deles ganharam as ruas e 11 mil foram exportados.Por fora o Monza “85 e meio”, ou 85 Fase II, ganhava numerosas tomadas de ar e um friso inferior no defletor sob o para-choque dianteiro, novos retrovisores e grade e lanternas traseiras com as luzes de direção em tom âmbar, atendendo à legislação. Na versão SL/E, quando não dotada de rodas de alumínio, vinham calotas integrais de desenho “limpo”.Em, 1996, a GMB tinha meta de vender 1.000 exemplares ao mês do modelo, porém, a pressão por uma gama de produtos mais (Opel) moderna e as baixas vendas encerraram a produção do famoso sedã.A despedida do Monza reuniu muita gente na fábrica de São Caetano do Sul-SP, onde o modelo foi produzido desde o início.Com uma versão esportiva e outra luxuosa, chegando a receber um facelift que contou com um apelido peculiar, “tubarão”.
O Monza SL/E Hatch 1983 anunciado pela Macchina Classica pertence à mesma família desde zero Km e impressiona pelo seu estado de conservação e quilometragem pelo seu ano de fabricação. Tenha em sua garagem o GM que revolucionou a indústria automobilística nacional e ainda na rara versão Hatch SL/E com mecânica 1.6 álcool, 5 marchas na cor vermelha.